Capítulo I: Início da Guerra

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Capítulo I: Início da Guerra

Mensagem por Shiroyasha em Sab Maio 04, 2013 3:27 pm


Capítulo I

Iridion, 1700. Os boatos de que uma guerra irá se formar entre as espécies mágicas desse mundo e os humanos se tornam cada vez mais verdadeiros. Desde que alguns humanos portadores de medalhões vieram para Iridion com o intuito de fazer um acordo de paz entre os mundos e cooperar com os Iridianos, as coisas começaram a sair de controle. As raças mais conservadoras diziam que um acordo era impossível, e que os humanos só sabiam explorar as outras raças e até a si mesmos com a desculpa de serem superiores a tudo e todos. Os deuses das florestas tinham visões estranhas e nada acolhedoras, cheias de sangue e morte. Mas os humanos insistiam, diziam que aquele era um bem para todos e que ambos os mundos seriam beneficiados...

Os cavaleiros espirituais eram gentis. Tinham bons modos, ajudavam quem precisava e faziam sucesso entre as crianças com todo o carisma que emanavam, além dos truques de mágica. Respondiam todas as perguntas que lhe eram feitas e não usufruíam de nada que não lhes fosse oferecido, eram pessoas realmente dispostas a ajudar aquele povo no que precisassem.
Exceto uma. A mulher de cabelos e olhos negros, de olhar distante e pele pálida. Sempre estava afastada dos grupos, não gostava de conversa e simplesmente dizia um “não sei” sempre que algo lhe era perguntado. Para que as crianças não lhe seguissem, ela passou a andar com roupas que deixavam seu pescoço completamente exposto, para que todos pudessem ver o estrago que a lâmina do inimigo havia feito em sua pele e que havia sido mal costurado por uma alma qualquer. Ela não havia ido ali por causa do acordo, muito menos pelas belas paisagens que Iridion exibia com todas as suas florestas, rios e cachoeiras. Ela estava ali por vingança.
Havia seguido pistas: a pessoa que procurava emanava uma enorme energia espiritual, já que se alimentava de espíritos em geral. E em meio a todas aquelas almas acorrentadas em um só corpo, a mulher conseguia ouvir os lamentos de uma em especial, que ela tinha de libertar. A voz de seu amado vivia chamando seu nome.

- Shizuma...

Aquela voz que vinha lhe procurar todas as noites voltara outra vez naquela madrugada, mas não do mesmo jeito que ele fazia quando era vivo. Shizuma odiava ouvir aquela voz e saber que ele estava tão distante, e chorava sempre que acordava. Mas naquela madrugada ela não teve tempo para isso.

- Lady Shizuma! Eles estão loucos! Esses seres estranhos começaram a nos atacar do nada! – Um dos companheiros de equipe da mulher abriu desesperadamente a porta do quarto, acordando não só ela como todos os outros que dormiam nos beliches. Shizuma levantou-se imediatamente, fazendo surgir em seu corpo uma armadura samurai completamente negra. Colocou o capacete da armadura na cabeça enquanto os companheiros de quarto se aprontavam e foi até a porta, deixando suas ordens.

- Todos vocês, se preparem para a batalha! Vão até os outros cômodos e informem o que está acontecendo para os seus companheiros! Depois que todos estiverem juntos não hesitem em atacar caso sejam atacados... São nossas vidas que estão em risco aqui! – Deu uma última olhada no quarto e avistou o novato que estava instruindo – Edmond! Atrás de mim agora!

O rapaz magricela e que vez ou outra era confundindo devido ao seu jeito frágil e suas longas madeixas loiras seguiu a mulher do jeito que pôde, correndo enquanto ela dava passadas largas. A armadura que ele imaginara era devera simples, feita de prata bem polida e sem nenhum detalhe especial, servindo apenas para a proteção (que não é o verdadeiro objetivo das armaduras?). Shizuma decidiu treiná-lo, pois sabia que o rapaz possuía algum potencial escondido e ele decidiu segui-la porque... Ela era incrível, oras!

- Lady Shizuma – o rapaz disse com sua habitual voz gentil. – Para onde iremos? Não devíamos esperar as outras unidades acordarem para fazermos alguma coisa?

- Precisamos descobrir o motivo pra eles nos atacarem. - Ambos desceram as escadas e quase instintivamente a mulher desviou de uma flecha, materializando um arco negro e uma aljava e acertando o alvo antes que ele pudesse ao menos piscar. - Certamente teve um, algum agente que saiu do eixo ou coisa parecida... Ei, você sentiu isso?

A onda espiritual que havia invadido o lugar era imensamente forte, e causava um mal estar terrível em quem era atingido por ela. Edmond caiu de joelhos no chão e segurou-se para não vomitar o jantar, enquanto Shizuma respirava fundo e tentava identificar o inimigo. Gritos agonizantes podiam ser ouvidos por todo o prédio, e ao fundo a mulher escutou uma risadinha debochada, acompanhada do som dos tamancos de madeira batendo no chão conforme os passos de dança eram dados. As luzes do corredor foram se apagando uma por uma, e o jovem Edmond sentia-se cada vez pior naquele lugar. Já Shizuma sentia cada partícula do seu corpo clamando por vingança.

Antes de falar sobre Lillith, permita-me explicar a sensação de estar diante de um ladrão de almas. Quando humanos comuns estão perto deles normalmente sentem-se mal, dependendo da idade do ser espiritual e de quantas almas estão fardadas a acompanha-lo pelo resto de sua existência. Só o fato de ter um ladrão de almas em certa cidade pode fazer com que pessoas mais frágeis entrem em depressão, isolem-se e cometam até mesmo suicídio.
Já em um Agente espiritual, isso funciona e não funciona ao mesmo tempo. O por quê? Simples, as pessoas que são escolhidas para esse cargo são por natureza, mais fortes espiritualmente e dificilmente são abaladas pelo impacto que a presença de um ladrão de almas causa. Mas o ruim, porém, é que o agente em questão poderá ouvir os lamentos das almas que estão sendo carregadas pelo seu adversário, e caso esse agente seja uma pessoa com um bom coração isso certamente lhe deixará abalado... O que certamente está acontecendo com a maioria dos humanos ali, já que Lillith carrega um número infindável de almas em seu ser.

-Oh, então eu vim parar no quartel do inimigo! Quão azarada eu sou? – Debochou a ladra, que possuía olhos alaranjados e cabelos de um tom levemente lilás, dona de um rosto frágil e um corpo de causar inveja a qualquer mulher, parcialmente coberto por um belo quimono vermelho. Ironicamente, era justamente daquele jeito que ela estava quando levou o que Shizuma mais tinha de precioso. A agente trincou os dentes, fazendo surgir nas mãos uma katana cujo cabo possuía a forma de um dragão e era feita de puro aço negro, mortalmente afiada.

- O suficiente para encontrar a sua morte. - A agente disse em um tom completamente sério, mas Lillith parecia não se importar muito. O jovem Arkell Edmond sentia-se mais sufocado a cada minuto que passava na presença daquela mulher, mesmo sendo um agente prodígio. E todos os outros agentes sentiam-se como ele, exceto Shizuma. - Edmond, volte lá pra cima! Eu vou acabar com a raça dela aqui mesmo.

- Hoho, quanta perspicácia! Já se esqueceu que fui eu quem lhe dei esse corte no pescoço? Tem certeza de que conseguiria passar mais de cinco minutos lutando?
- Só tem um jeito de sabermos. - E Shizuma partiu pra cima com tudo o que tinha, enquanto Lillith tirava uma adaga da manga do quimono e se defendia dos golpes. Não demorou para que Shizuma fosse arrastada para a onda de escuridão que estava bem na sua frente, e depois que ambas acabaram lá dentro ela sumiu, levando junto os lamentos das almas que estavam presas a Lillith, e fazendo com que todos voltassem ao normal.
Mas a guerra estava apenas começando.
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